O amor é como as flores: “ As flores não tem porquês. Elas florescem porque florescem...”

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Uma tarde... um rio


Um dia, numa tarde, andei por um rio, Rio Trombetas e nunca mais esqueci.
Depois de algum tempo andei por este poema ...


Menino do mato - Manoel de Barros


Eu bem sabia que a nossa visão é um ato
poético do olhar.
Assim aquele dia eu vi a tarde descoberta
nas margens do rio.
Como um pássaro desaberto em cima de uma pedra
na beira do rio.
Depois eu quisera também que a minha palavra
fosse desaberta nas margens do rio.
Eu queria mesmo que as minhas palavras
fizessem parte do chão como os lagartos
fazem.
Eu queria que as minhas palavras de joelhos
no chão pudessem ouvir as origens da terra.


2 comentários:

  1. Lindos! O Rio Trombetas, o Manoel de Barros e você...plantando um jardim! Beijo.

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  2. Sabe , estou tão dependente de poesias ultimamente!!! Estou com 4 livros dele e não me canso de ler, ele é maravilhoso mesmo!!!
    bjinhos e obrigada

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