O amor é como as flores: “ As flores não tem porquês. Elas florescem porque florescem...”

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Amo, logo escrevo

Estou espantada!!! Quero entender.O que está acontecendo comigo? Como é bom escrever! Por que, por que estou escrevendo? As pessoas estão espantadas! Meu marido já disse que isso é uma véia literária, já que veio tão tarde! Não concordo com ele, descobri que isso é mais comum do que pensava. Hegel já dizia: “A coruja de Minerva(Deusa da Sabedoria) só abre as suas asas quando chega a penumbra que antecede o anoitecer...” Ou seja, há pessoas que só conseguem ver direito depois que a velhice chega. Só digo uma coisa – Não estou velha, mas sou de vanguarda, gosto de estar sempre na frente! Minha irmã, Patrícia – Impressionante, como surge um talento assim de repente? E tratou logo de colocar a minha preguiça como culpada pelo aparecimento tardio de meu mais recente prazer, a escrita. Também não concordo com ela, pois já ouvi dizer que no Taoísmo, a felicidade suprema é aquilo a que dão o nome de Wu- Wei, fazer nada, tem também aquela história de ócio criativo do Domêncico de Masi. Mas a questão continua a me espantar, por que de repente estou escrevendo, se nunca gostei de escrever? E como é fácil. Sento, penso e pronto vai saindo. Faço aqui um parêntese (a gramática sempre me intimidou. Perdi a vergonha e pedi ajuda. Minha irmã Sandra resolve a parada, portanto se aparecer algum erro a culpa é dela! Resolvido! E tem mais uma coisinha, aqui entre nós, tenho lido muita coisa por aí com erro! Fico até aliviada! A Rapha, minha irmã já disse-me que posso usar a licença poética, pois ela permite uns errinhos). E as ideias, me perseguem, no banho , no supermercado e, o pior, de madrugada! E sobre isso tenho uma história engraçada, outro dia conto. Mas eu gostava era de pintar, desenhar, foi para isso que estudei. Só que escrever é muito mais fácil que pintar, não faz bagunça. Errei? Apago. Não desperdiço dinheiro. Pintura, não! Errei? Tenho que jogar fora, o erro fica ali na minha frente me falando da minha incompetência, me desafiando. Para falar a verdade, nessas horas penso mais no dinheiro. É que material de arte é caro! Ah! Tem um detalhe importante: acredito que sempre escrevi, só que com a boca. Adoro contar uma história. Já inventei muitas, só que não escrevi e, uma coisa eu garanto, essas histórias surgem quando estou feliz e simplesmente brotam. Outro dia contei uma para meu filho Pedro. O nome da história: “ Pedro, o menino do pé de pedra”, sobre um menino que não lavava o pé.
Mas esse texto não escrevi de uma vez só! Comecei à noite, foi ficando tarde, deixei para o outro dia, fui dormir com ele na cabeça e acordei de madrugada pensando. “Por que estou escrevendo? Como comecei a escrever? E aí na escuridão da madrugada fez-se luz! Tudo ficou claro! Descobri. Comecei a escrever por causa das crianças, comecei escrever as coisas engraçadas que acontecem no dia a dia, meus encontros sucessivos e inesperados com a alegria, na tentativa de torná-los imortais! E assim descobri que escrevo por Amor e ponto.

4 comentários:

  1. Jac..
    Por isso que tá tão fácil... O amor faz fluirem as coisas. Para mim, o amor não emana, ele flui.
    Amor,
    Rapha.

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  2. E a verdadeira felicidade acontece no encontro de dois amores que fluem, não é isso? Meu amor!

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  3. Jac,
    Seus escritos, seus contos, suas descobertas, suas letras, suas idéias...são agora nossa diversão, nosso prazer, nossa alegria também! Nos sentimos felizes e amados pelas coisas que escreve, porque nos vemos e nos reconhecemos alí junto contigo. beijo grande. Pat

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  4. Minha pequena-grande irmã, saiba que se esse blog é fonte de amor e felicidade! Digo-lhe que nunca deixarei que seque!

    E se ele é uma estrada que nos une, que ela nunca desapareça!
    Bjs no coração

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