O amor é como as flores: “ As flores não tem porquês. Elas florescem porque florescem...”

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Um pedacinho do que estou lendo

No início do ano fiz um combinado comigo mesma, ler em 2010 um livro por semana, até agora a coisa está dando certo( ver lista no final do blog). Esta semana iniciei a leitura de História Universal da Destruição dos Livros - Das tábuas Sumérias à guerra do Iraque. Cujo autor é o Venezuelano Fernando Báez. O livro até agora tem me dado uma sensação que na maioria das vezes gosto muito. A de me sentir uma completa ignorante! Há muito tempo não me sentia assim com um livro! Há citações de filósofos , eruditos, governantes, poetas, cidades e acontecimentos que simplesmente nunca ouvi falar. Já estava ficando até desanimada com a leitura, quando surgiu o assassinato de Hipátia. Essa parte me emocionou, abalou demais o meu lado feminista e xinguei uns bons filhos da puta.

O Assassinato de Hipátia

Hipátia foi a primeira mulher na história assassinada por ser uma pesquisadora da ciência. Era a filha mais bonita de Teão, bibliotecário em Alexandria. Seu pai escreveu tratados de geometria e música, era um erudito reconhecido, mas ela o superou em tudo e chegou a possuir o domínio total da astronomia e matemática de seu tempo.Escreveu textos densos. Sabe-se por exemplo que foi autora de um comentário sobre a Aritmética de Diofanto e muitos outros.Lamentavelmente não restou absolutamente nada, porque seus escritos foram destruídos.
Na primavera de 415 d.C., uma multidão de monges devotos, liderados por um tal de Pedro,seguidor venerável de Cirilo, bispo de Alexandria, sequestrou-a. Hipátia se defendeu e gritou, mas ninguém ousou ajudá-la. O terror se impôs e, dessa forma, os monges puderam levá-la até a igreja de Cesário. Ali, à vista de todos, golpearam-na brutalmente com telhas. Arracaram-lhe os olhos e a língua. Quando já estava morta, levaram o corpo para um lugar chamado Cinaro e o despedaçaram, arrancaram os órgãos e os ossos e finalmente queimaram os restos. A intenção final não era outra que a total aniquilação de tudo quanto Hipátia significava como mulher.
Cirilo era sobrinho de Teófilo, o causador da destruição do Serapeum. Regeu o rumo espiritual dos alexandrinos de 412 d.C. a 444 d.C. Não suportou a sabedoria de Hepátia, capaz de por em dúvida as doutrinas cristãs ao exercer, com modéstia, o método científico. Damáscio contou o seguinte:"Cirilo se corroía a tal ponto que tramou o assassinato dessa mulher de maneira que acontecesse o mais cedo possível .
O prefeito da cidade, envergonhado, determinou uma investigação sobre a morte de Hepátia e designou, como coordenador, Edésio, que não tardou a receber dinheiro de Cirilo para esquecer tudo. O crime de Hepátia ficou, assim, impune, por esse suborno constrangedor.
The End

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